Guajará-Mirim,

Grávida de 19 anos executada a tiro é enterrada no mesmo caixão, junto com o feto, que morreu um mês antes de nascer
Bombeiros não resgataram gestante após não constatar “movimento fetal”

Publicado 19/02/2021
Atualizado 19/02/2021
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A autopsia realizada no corpo da gestante identificada pelas iniciais [L. S. da A.], de 19 anos, morta com um tiro na noite de terça-feira, 16, juntamente com o namorado, identificado pelas iniciais [K. J. da S.], apontou que o projétil que tirou sua vida não atingiu o bebê (LEMBRE AQUI).

A reportagem do site conversou com o perito que atendeu a ocorrência e ele afirmou que, devido a gestação da vítima estar avançada, foi realizada uma autopsia no corpo da jovem para a retirada do filho, e que o exame apontou que a bala perfurou o pulmão e o coração da jovem, mas não atingiu o feto.

Como o bebê não foi atingido pelo disparo de arma de fogo, a reportagem questionou o perito sobre a possibilidade de ele ter sido salvo, mesmo com a morte da mãe, e o servidor da Polícia Civil relatou que há possibilidade, como em muitos casos já divulgados na mídia, porém, cada segundo é crucial e cada minuto é uma eternidade nesse tipo de situação, e que para chances de que a criança seja tirada com vida após a mãe parar de respirar é uma corrida contra o tempo, e depende muito da agilidade do pedido de socorro.

“Quando uma pessoa se depara com uma situação como esta ou até mesmo de acidente onde haja vítima, a primeira atitude deve ser sempre acionar o socorro e depois a polícia, ou tentar ajudar, porque cada segundo quando se trata de vidas, é crucial”, afirmou o profissional.

Em contato com o comando do Corpo de Bombeiros, a reportagem questionou o motivo da gestante não ter sido conduzida ao hospital e foi informada que, quando a equipe chegou ao local, a mãe não apresentava mais sinais vitais, mas mesmo assim, foi verificada a possibilidade de movimento fetal e este também não foi encontrado.

Diante dos fatos, o corpo não foi removido para que a cena do crime não fosse modificada, uma vez, que ao no entender da equipe, já não havia possibilidade de nenhum dos dois estar vivo.

Reforçando a instrução do perito técnico, o comandante dos Bombeiros solicitou que em casos onde há vítimas, as testemunhas devem se atentar em acionar o resgate juntamente com a Polícia Militar, pois cada segundo é de suma importância no salvamento de uma vida.

Após ser retirado do ventre da vítima, o bebê foi sepultado ao lado do rosto dela, no mesmo caixão, e mesmo o crime tendo feito três vítimas, o caso não é considerado triplo homicídio, pois a lei enxerga o feto com possibilidade de vida e, caso o responsável seja identificado e preso, responderá por duplo homicídio, mais o aborto do feto sem o consentimento da mãe, que se enquadra no previsto no Artigo 125, "caput", do Código Penal.

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